sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

[2009] Rider técnico, Input List e Mapa de palco: Faça você mesmo!

E pra dar início a essa nova empreitada virtual da cubo sonorização, criamos aqui pra ''nóis'' esta coluna chamada - FAÇA VOCÊ MESMO – pra que serve o faça você mesmo? Bom, surgiu com o objetivo de sempre postar aqui tecs e macetes práticos que vão desde elaboração desses seguidos de manuais de instrução para vários casos que vai desde regulagens de instrumentos e técnicas de produção de palco para bandas a eventos e festivais.

E nesta coluna nada melhor do que pegarmos o aguardado grito rock cuiabá 2009 como referência para passarmos a vocês o seguinte tech:

ELABORAÇÃO DE MAPA DE PALCO, RIDER TÉCNICO E INPUT-LIST PARA BANDAS, EVENTOS E FESTIVAIS. Então vamos lá galera,

Faça você mesmo:

O QUE É RIDER TÉCNICO/MAPA DE PALCO E INPUT-LIST? COMO FAZER UM?:

Quem aqui músico já passou por esse tal problema como: chegar num palco não ter a quantia de amplis necessárias, ferragens para bateria, a quantia necessária de microfones, pontos de AC 110, ou as vezes os pedais do 'cara' só ligam em 110v e só tem 220v, o que fazer?

Então, pra isso que serve o rider, é uma solicitação de estrutura necessária para palco para a produção do evento no caso de show da sua banda, ou no caso de se você for realizar um evento, é com o rider que se irá levantar os orçamentos com os fornecedores, nenhum item a mais e nem a menos, deve ter o que exatamente for necessário. Um rider técnico é um documento que deve conter toda a necessidade estrutural de som de uma banda, festival ou evento no caso. Ou seja, tudo que se precisa ter em palco para a realização do show ou do evento. Para isso existe alguns fatores que somados tudo forma-se o rider técnico:

O primeiro fator a se destrinchar, é o que se chama na linguagem do áudio de F.O.H( Front of house), ou seja, a frente da mesa, que é no caso toda a estrutura de periféricos (mesa de som, equalizadores, compressores, cd player e etc. Constando o tipo de cada equipamento, ou a quantia de P.A, sides de retorno, microfones, se a mesa de palco deverá ser independente da do P.A,ou se vão ser uma mesa para os dois, tudo com todas as maiores especificação possíveis. Lembrando que num palco existem-se dois sistemas em jogo, 1 o (palco,que chamamo de monitoração, é uma estrutura de periférico somente de palco, separada do P.A). Mas por que? Maior qualidade de monitoração de palco e P.A.

Um outro fator predominante na elaboração de um rider técnico é o P.A que significa (public adress)é o som da frente. E o outro fator que é crucial é o backline (linha de fundo) ou seja, a bateria que vai ter que ter, se é bumbo de 22', se o cara usa um ou 2 tons, quantos amplificadores de guitarra, suas marcas, enfim, todo o set de palco.

Falamos aqui basicamente o que é um rider técnico e como elaborar, conforme o tempo vamos avançando nisso, agora tem um outro fator muitissimo importante, o mapa de palco.

O mapa de palco você vai fazer nada mais nada menos do que o desenho do posicionamento de cada coisa no palco de vocês, ou seja, onde fica o ampli de guitarra 1, voz ''x'', se a batera é na frente ou atraz, e o mais importante, o posicionamento das vias de retorno, o rider tecnico e o mapa de palco servem para simplesmente o roadie ter isso em mãos para que na hora que ele for receber a sua banda em palco ele já sabe quantas guitarras e vozes são, quantas ferragens o baterista precisa, quantos direct-box e etc., ilustre isso da melhor forma possivel, para que não possa ter erro.

E o input-list já está ligado na veio do técnico de monitor de palco (vias de retorno) e o técnico de P.A, num input-list vai destrinchado quantos canais vai ser necessário utilizar, o que cada canal possui de efeitos e etc...

No caso de festivais e eventos segue abaixo o rider técnico das prévias do grito rock,e do grito rock, que como se estruturas diferentes, resolvi disponibilizar as duas aqui para que haja uma visão de como elaborar para um evento menor, no caso as previas, e outro para uma estrutura maior como festivais.

Temos aqui um modelo para bandas do rider técnico e o input-list do macaco bong da tour artista igual pedreiro 2008/2009.





dêem uma sacada para desenvolverem o de vcs, só baixar esse arquivo.

Reparem que todo cuidado é pouco para não dar pau na hora, por exemplo: O ynaiã toca alto e pesado, tem pé de chumbo, se a batera não tiver firme e segura, se não ter alguém ali com ele F***U!

Como no meu caso, se eu não tenho alguém que pelo menos saiba trocar corda pra mim enquanto eu vou estourando, F***U, enfim são muitos casos.

Torno a repetir, todo cuidado é pouco!! detalhem o máximo, cada rider tem sua personalidade, sinta-se a vontade para criar o de vcs, reparem que o nosso eu elaborei como se eu estivesse falando com o ''cara'', é uma forma que encontramos de conseguir deixar mais claro pros caras que vão plugar agente no palco.




E reparem que no input-list tem ali destrinchado na planilha, cada canal que precisamos, aonde tem efeito, as especificações de cada microfone e marca, quando chega no ponto da marca do negócio muda tudo, faz toda a diferença! como nosso trampo é trio e sem voz, destrinchei o mais simples possivel pra poder ficar claro pra quem for fazer um show do Macaco Bong.

os itens são:

CANAL: em que canal que se deve ligar cada instrumento e peça.

Instrumento: qual instrumento é de acordo com o canal colocado na planilha.

MICS/STANDS: tipos de microfones, aqui vai uma dica, os SM58 BETA ou SM58 da marca shure são os mics mais usados para voz, um dos melhores no mercado, e o SM 57 é o tipo de microfone mais apropriado para microfonar guitarra ao vivo. Reparem que na parte da batera onde tem bumbo/caixa e etc.. na parte de mics/stands eu coloquei ali o microfone exato que vai e o tamanho do pedestal do mic, se é curto, grande ou médio. Isso também faz toda a diferença.

PAN: o pan é a divisão da vias left (esquerda) e right (direita), ou seja se utilizar alguma peça em estereo 2 canais na mesa deve se controlar pelo pan, como por ex. Os microfones de over para bateria, se você girar o botão de pan tudo para a sua esquerda, sairá som somente de um lado do phone ou das caixas, e se girar para o outro idem, só que do lado direito, e se você deixar o botão no meio na posição chamada de FLAT, sairá nos dois lados do phone ou das caixas.

INSERT/FX: é onde se coloca que tipo de efeitos vão em cada peça por canal, por exemplo, aonde tem que ter equalizador, compressores, reverbs e etc..

mais pra frente abro uma pauta somente sobre multiefeitos para discutirmos aqui.

Pronto: baseando nisso, temos um rider tecnico, mapa de palco e input-list elaborado para BANDAS.


Rider Técnico das pŕevias do Festival Grito Rock

Como vocês viram é uma estrutura de pequeno-médio porte.

Isso pode ser baseado para realização de eventos em casas noturnas, pubs, dentro de blocos de universidades e etc..




agora disponibilizo aqui o rider tecnico e input-list do grito rock, na estrutura maior, nos dias em que acontecem o festival, clique aqui.



Imput Grito Rock






Galera por hoje é só, o faça você mesmo fica por aqui hoje, estudem e criem seus techs para que podemos nos profissionalizar cada vez mais. Na próxima edição da coluna iremos postar aqui para os guitarristas e baixistas de plantão um tema especifico. Regulagens de instrumentos de cordas!!

Aguardem! Façam um bom proveito!

Por Bruno Kayapy – Cubo Sonorização

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

[2009] SEJAM BEM VINDOS!!!

Eai, rapaziada, sejam bem vindos ao blogger da cubo sonorização.
O foco do conteúdo deste blogger parte do princípio da democratização à informação e ao desenvolvimento de ações ligadas à sonorização.

Pra dar uma contextualizada sobre o que é a cubo sonorização, parto primeiramente para os leques em que ela atua no mercado local e nacional referente ao circuito fora do eixo.

A cubo sonorização possui basicamente 3 setores, estudio de ensaio/estudio de gravação e produção de palco.

O estudio de ensaio tem o viés de formação de bandas através de 2 pilares:
* ENSAIOS DE CONSULTORIA
* ENSAIO DE PRÉ-PRODUÇÃO.

Os ensaios de consultoria , ou seja, a prática de bandas, foram feitos na perspectiva de criarmos uma estrutura focada num formato de laboratório de difusão e formação musical. Os ensaios são de auto análise e diagnóstico e pautamos este conteúdo de formação através de um processo de auxilio, como se fosse qualquer processo medicinal.

Na prática a banda toca de 2 a 3 músicas sendo analisados, instrumentista por instrumentista e relatamos isso num modelo de relatório de ensaio de consultoria (que iremos postar aqui para que voces possam analisar e poder usufruir de todos estes tecs que um núcleo de sonorização pode desenvolver).

Em suma, o ensaio de consultoria são ensaios de auto avaliação para que a banda posteriormente passe a agendar um horario no estúdio e assim já iniciarmos o processo de pré-produção, que é um ''UP'' a mais. Os ensaios de consultoria é como se fossem aulas de pratica de bandas, ali diagnosticamos na banda para onde ela pode caminhar com suas músicas, quais as possibilidades de arranjos, timbragens e como romper determinados vicios que venham a aparecer como, bateristas que tocam com aquela ''asa aberta'' e seguram a baqueta como segura canudo, por exemplo. Ali passamos métodos referente ao determinado fator de alta qualidade, como método de kiko freitas para bateristas, um dos grandes nomes dos bateras verde e amarelo no mundo.

No caso de instrumentos melódicos e harmônicos, temos vários materiais para disponibilizarmos como a arte da improvisação de nelson faria, harmonia e improvisação de ian guest, dicionários de acordes, manuais de luthieria para regulagens e ''envenenamento" de set-ups.

Tudo isso será postado aqui neste blogger para que todos os demais interessados possam utilizar planilhas de execução do estúdio, que é onde controlamos todos os cards que são produzidos mensalmente, modelos de check-lists de equipamentos, riders técnicos, mapas de palco, input-lists, planejamento de produção de palco, para que você mesmo possa criar o do seu coletivo, evento e sua própria banda.

Na prática funciona assim na cubo sonorização: a banda ''x'' marca um primeiro ensaio que é o de consultoria técnica, logo depois que a banda passa por essa etapa ela automaticamente é encaminhada ao processo de pré-produção de faixas que servirá para shows, e gravações dessas faixas, sempre focado na perspectiva do auxilio direto à banda.

Primeiro o ensaio de consultoria rola dentro do estudio de gravação, onde captamos uma gravação ''crua'' ao vivo que servirá somente como referência para criarmos os arranjos e os timbres. Com a música gravada, o diagnóstico é feito ali mesmo, em seguida produzimos o arranjo de cada peça, ou seja, linha de cordas, linha de batera e linha de voz e backings, daí entramos na parte de timbragens que é a parte do tempero da música.

Tudo isso postaremos aqui de acordo com cada dia. Quais bandas ensaiaram, como foi o resultado do dia para a banda, o quanto de card que o setor gira diariamente será postado aqui. O outro setor que é muito importante é o da produção de palco, para isso iremos fazer um post amanhã especifico sobre isso já pegando o grito rock como nossa base de pesquisa.

Lembrando que o foco deste blogger é SEMPRE a disponibilização destes tecs. Também iremos disponibilizar além destes tecs, faixas de pré-produção de bandas que estamos produzindo, desde como foi criado o arranjo, como foi gravado, que set foi usado para a coisa e etc... as faixas serão disponibilizadas e o blog estará sempre aberto para que vocês comentem e tirem dúvidas sobre os tecs.

Já adianto que amanhã iremos postar aqui como esta sendo a pré-produção do cd do the melt e juntamente iremos disponibilizar as faixas que estão sendo produzidas.

Um grande abraço e até logo!!!